O LABOR E AS INCERTEZAS
Sob a bênção do raiar de cada dia
Faça chuva, faça sol, eis que valente
O trabalhador que há dentro da gente
Vai compondo sua própria melodia
Beija o filho que quer colo, pequenino
Beija a filha que lhe pede pra não ir
A vontade de ficar e não partir
É enorme, mas não lhe deixa o destino
E assim, ele deixa o seu recanto
Seus amores, sua paz, sua liberdade
Num aceno diário de saudade
Vai achando seus meios de acalanto
No trabalho, ao cuidado e desafios
Com estranhos ao seu ser faz convivência
No labor que lhe exige paciência
Vai buscando preencher os seus vazios
E no ápice do cansaço, em um momento
Por ações do trabalho produtivo
Vai tentando ser mais que criativo
Para trazer algo mais que seu sustento
Que o trabalho mero fardo não nos seja
Mas que inspire as razões de nossas lutas
Nos quereres, dissabores e disputas
Também seja-nos bênção na peleja
JOSÉ ALDYR GONÇALVES
Enviado por JOSÉ ALDYR GONÇALVES em 15/12/2025