GRAMÁTICA POÉTICA
Não bastasse o sentido obscuro
Que no caos do tempo divagamos
Dos incertos acertos que erramos
No Presente, no Passado e no Futuro
Inventaram o modo Indicativo
Que por si parece suficiente
Mas o Subjuntivo reticente
Desafia-o de modo Imperativo
E assim, o Infinitivo a dispersar-se
Tendo sido esfacelado em Particípio
Vai criando Gerúndios, por princípio
Pelos tempos e modos a conjugar-se
Um Presente indica que é agora
Mas o outro oscila que assim seja:
No Pretérito Perfeito foi peleja
No Imperfeito era mais que um outrora
E por mais que perfeito fora o dia
O que será o Futuro do Presente
Se uma dúvida cruel inconsequente
O Futuro do Pretérito lhe seria?
E se não fosse o Pretérito Imperfeito
No Futuro quando for Subjuntivo
Ao negar que não seja Imperativo
Afirmar que o Imperativo seja aceito
E, por fim, o Infinitivo Pessoal
Querer ser, apenas ser, sem ser contido
Por mesóclise ou próclise precedido
Ter no máximo uma ênclise casual
Segue o verbo, sem o qual nada era feito
Nas ações, fenômenos e estados
A dar sentido e força aos predicados
Até mesmo nas orações sem sujeito
JOSÉ ALDYR GONÇALVES
Enviado por JOSÉ ALDYR GONÇALVES em 10/07/2025